Produtores rurais, tradings e agentes da cadeia do agronegócio no Oeste da Bahia discutem investimentos no setor

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TRADINGS - CAPADepois de se reunirem com representantes dos bancos a fim de tratar da liberação de linhas de crédito para a próxima safra, os produtores rurais do Oeste da Bahia também dialogaram com as tradings, indústrias de químicos e fertilizantes e com os demais atores da cadeia do agronegócio. O encontro, realizado na última quinta-feira (5), na sede da Associação de Agricultores e Irrigados da Bahia (Aiba), foi intermediado pelo presidente da entidade, Júlio Cézar Busato, que, na ocasião, apresentou o panorama da agricultura na região.

Com o histórico da produtividade dos últimos 30 anos no Oeste baiano, ele acredita que a safra 2016/2017 seja bem melhor que a atual. Por isso, espera que as tradings e as indústrias ligadas ao segmento não retraiam os investimentos regionais.

“Estas entidades representam 30% do que investimos no setor. A ideia de nos reunirmos aqui é justamente mostrar a importância deles para a manutenção do nosso negócio e da nossa economia. Precisamos que essas empresas continuem apostando na região, que tem potencial e vocação para o agronegócio. Sei que, em função do ano climático ruim que tivemos, muitos agricultores terão que prorrogar seus compromissos, mas queremos que elas analisem caso a caso e mantenham a liberação de crédito”, analisou Busato, confiante que a chegada do fenômeno la niña, no próximo ano, cause efeitos inversos ao do el niño, trazendo mais chuvas para a região e proporcionando o retorno das boas safras para a região.

De acordo com o diretor comercial da Galvani, Eduardo Cosac, o momento é difícil, mas o setor precisa se recompor. “Me agrada muito a forma como a associação está discutindo, olhando o que precisa ser feito, apontando quais os próximos passos que cada produtor tem que dar para a gente dar sequência a esse modelo de agronegócio que é vencedor, que fez de todo o Matopiba uma região de referência no Brasil e que tem que continuar porque é quem tem segurado a balança comercial. Por isso, precisamos fazer o dever de casa e analisar de forma individual, já que o crédito não é corporativo, ele é pessoal. Temos que entender que cada tomador de crédito tem uma capacidade de pagamento e quem trabalha no agronegócio está sujeito aos impactos e a variabilidade do clima”, disse.

O gerente comercial da Bunge, Eduardo Gravina, tranquilizou a categoria, dizendo que a empresa não pretende reduzir os investimentos na Bahia e sinalizou, ainda, que há possibilidade de ampliação do trabalho na região. “Temos investimentos e estamos enraizados aqui. Apesar da situação geral da seca, as negociações serão tratadas caso a caso. O produtor vai continuar plantando, e nós focando no esmagamento e exportação, como sempre foi”, salientou.

Ascom Aiba

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