Dados e Pesquisas

Culturas

Atualmente, a soja do Oeste corresponde a cerca de 5% da produção nacional e a 58% da produção do Nordeste. A safra 2017/18 registrou um recorde histórico ao contabilizar uma a produção de cerca 5,3 milhões de toneladas da oleaginosa, um incremento da ordem de 15% em relação à anterior. Este resultado foi obtido graças ao aumento da produtividade, batendo o recorde de 66 sacas por hectares. Além do clima favorável, com chuvas bem distribuídas, também influenciou nos bons números de produtividade o alto investimento feito pelos produtores rurais em tecnologia e manejo e fertilização de solo.

O “ouro-branco” vem ganhando cada vez mais espaço na matriz produtiva do oeste da Bahia e trazendo com ele desenvolvimento e empregos. Hoje, se encontram instaladas na região aproximadamente 74 usinas de beneficiamento, das quais 40 estão ativas, em pleno funcionamento.

O modelo baiano de produção do algodão prima pela correta gestão social e ambiental. O caráter sustentável da nossa cotonicultura, além da qualidade e tamanho da fibra, foi determinante para a escolha do oeste da Bahia como ponto de partida para a criação do selo de denominação de origem Pure Brazil Cotton. A iniciativa, que uniu indústria têxtil e produtores, contribuiu para que o algodão da Bahia ganhasse as prateleiras de uma das maiores redes de varejo norte-americanas, em concorrência histórica com o algodão egípcio.

Também têm importante papel no desenvolvimento da cotonicultura baiana as políticas governamentais. Uma delas é o Programa de Incentivo à Cultura do Algodão na Região Oeste da Bahia – Proalba, que concede ao produtor até 50% do ICMS devido sobre a comercialização do produto no mercado interno, desde que atenda aos critérios de qualidade pré-estabelecidos. Desses 50%, 10% são destinados ao Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão – Fundeagro, que investe a verba arrecadada em pesquisa, defesa sanitária e marketing.

Além do aspecto econômico, a cultura do milho é extremamente importante para a região Oeste em termos agronômicos, como opção para rotação de culturas. Na safra 2017/18 a área ficou em 150 mil hectares sendo 140 mil hectares sequeiro e 10 mil irrigado. A cultura do milho, mesmo sendo contemplada com boas condições climáticas, tecnológicas e de irrigação, registrou retração de área plantada de 22% se comparada à safra anterior, mesmo assim, bateu recorde de produtividade registrando 180 sacas por hectare.

A Fundação Bahia, em parceria com as empresas fornecedoras de semente de milho na região, desenvolve a cada safra estudos que avaliam o desempenho dos diferentes híbridos comerciais, além de aspectos relacionados à adubação e controle de doenças. Os resultados são divulgados em publicações e dias de campo, que permitem maior segurança ao produtor na tomada de suas decisões.

O café do cerrado baiano, hoje reconhecido pela sua qualidade, é produto da alta tecnologia aplicada em 14,7 mil hectares de área totalmente irrigada. Pratica-se em toda a região a cafeicultura sustentável, o que torna o café do Oeste ainda mais competitivo em mercados exigentes.

As condições naturais da região são importantes no conjunto dos fatores propícios à cafeicultura do cerrado. O relevo plano permite a mecanização em todas as etapas produtivas. O risco de geadas, que tanto assusta cafeicultores de outros estados, é inexistente, e a luminosidade é constante em todo o ano. Estações chuvosas bem definidas, sem ocorrência no período da colheita, são mais um ponto positivo a atrair investidores de todo o mundo.

Segundo os dados da Conab, a Bahia tem hoje uma área de 15,8 mil hectares ocupados com a cultura do arroz, a região oeste com 4 mil hectares. A produtividade média local da safra 2017/18 é de 20 sacas/ha chegando a um total de 4,800 mil toneladas de produção. A região já chegou a produzir mais de 90% da do arroz baiano, mas, o baixo retorno da atividade fez com que muitos produtores migrassem para outras culturas e utilizassem o arroz apenas para abertura de novas áreas.

O estado da Bahia é um dos principais produtores nacionais de feijão. No Oeste, a área plantada com o grão diminuiu ao longo dos anos, mas, ainda ocupa 50 mil hectares sendo 10 mil hectares do feijão Carioca (Pérola) e 40 mil hectares de feijão Gurutuba. A produtividade média do feijão Carioca ficou em torno de 45 sacas/ha e do feijão Gurutuba 35 sacas/ha na safra 2017/18.

A fruticultura do cerrado baiano ocupa atualmente uma área de 3,9 mil hectares irrigados sob pivô central. Desse total, 788 hectares são destinados à cultura do mamão, com predominância da variedade Formosa. Quase 20% do mamão colhido no estado vêm da região Oeste. Outros 975 hectares são plantados com citrus. A cultura da melancia também é considerável, com área de 1.800 hectares.