Aiba vai ao Ministério dos Transportes solicitar conclusão da hidrovia do São Francisco

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bjlPara solicitar agilidade na melhoria da infraestrutura logística do Oeste da Bahia, o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Cézar Busato, este em Brasília, com o ministro dos Transportes, César Borges. A audiência, realizada no dia 20 de fevereiro, contou ainda com a presença do secretário dos Portos do Estado da Bahia, Carlos Costa, e do conselheiro técnico em logística da Aiba, o economista Raimundo Santos.

Entre as solicitações está a necessidade de conclusão urgente da hidrovia do São Francisco, para baratear e tornar mais rápido o escoamento de cerca de cinco milhões toneladas de milho, soja e caroço de algodão para o nordeste do país. Integrada a este sistema, a BR 430 precisa ser pavimentada, uma vez que será através dela que as commodities chegarão ao município de Bom Jesus da Lapa, região de onde sairá a hidrovia. Júlio Busato também solicitou a finalização de trechos das BRs 242, 135 e 020.

Dentro da necessidade de novos modais para escoar a produção, foi solicitada a continuidade das obras da Fiol e a construção do Porto Sul para que a produção agrícola do Oeste da Bahia ganhe competitividade de exportação, uma vez que todas as commodities exportadas pela região percorrem mais de mil quilômetros até chegar ao porto mais próximo e com rotas para os mercados de exportação do Oeste baiano. Sobre este assunto, o ministro dos Transportes informou que foi liberado pelo Ibama e pelo TCU, o início das obras nos lotes 5 (Guanambi/Bom Jesus da Lapa) e 5A, que corresponde à construção da ponte sobre o Rio São Francisco, a maior ponte ferroviária do Brasil, com três quilômetros de extensão. No total, o lote tem 162 quilômetros, cortando as cidades de Caetité, Guanambi, Palmas de Monte Alto, Riacho de Santana e Bom Jesus da Lapa.

Na ocasião, o presidente da Aiba também apresentou a necessidade de obras no Porto de Aratu para reduzir os gastos com a importação de fertilizantes. Para justificar, Busato explicou que o Oeste da Bahia transporta, por rodovia, mais de dois milhões de toneladas deste tipo de produto, com alto consumo de diesel e pneus, onerando o custo do frete e, consequentemente, o custo de produção.

“Nós produzimos mais de oito milhões de toneladas de grãos e fibras e temos potencial para produzir muito mais com a incorporação de outros dois milhões de hectares ao sistema produtivo. Isso respeitando todas as exigências do Código Florestal. Para continuarmos produzindo desenvolvimento para o Oeste da Bahia, precisamos de melhores condições de trabalho”, afirmou Busato.

Ascom Aiba

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