Representantes do Agronegócio se reúnem com deputado, secretário e governador para debater questões do Oeste da Bahia

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Em função das poucas chuvas que caíram no oeste da Bahia nos meses de outubro, novembro e dezembro, e do excesso de chuva em janeiro, seguido por 38 dias de seca em fevereiro, o resultado foi uma quebra de safra de 33% na cultura da soja e 39% na safra do milho, ocasionando redução no valor bruto de produção de aproximadamente R$ 2 bilhões.

Em reunião, as diretorias da AIBA (Associação dos Agricultores dos Irrigantes da Bahia), ABAPA (Associação Baiana dos Produtores de Algodão), Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães e Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras decidiram solicitar a decretação de Estado de Emergência para nove municípios do oeste da Bahia.

Junto ao deputado estadual Eduardo Salles, o presidente da AIBA, Júlio Busato, solicitou, em reunião na manhã desta quinta-feira (10), ajuda do governador em exercício, João Leão. Outros dois assuntos também foram abordados na audiência: ajuda para evitar que a nova norma da Corregedoria do TJ-BA (Tribunal de Justiça da Bahia) dificulte que os produtores tenham acesso a crédito nas instituições financeiras; marcar audiência com a presidente do IBAMA para efetuar o desembargo de milhares de hectares na região.

“Todos os assuntos são urgentes. Não há tempo a perder porque todos esses assuntos podem ocasionar dificuldade para o produtor. E a agricultura na região é a mola da economia”, lembra Eduardo Salles.

A segunda reunião desta quinta-feira de Eduardo Salles e Júlio Busato foi com Vítor Bonfim, secretário estadual de Agricultura. Os dois foram solicitar apoio do governo estadual à Bahia Farm Show, feira de tecnologia agrícola que vai para sua 12ª edição. Esse ano o evento acontece de 24 a 28 de maio, em Luís Eduardo Magalhães.

ESTADO DE EMERGÊNCIA

Busato solicitou que a CORDEC (Coordenação de Defesa Civil) do governo estadual ajude Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto, Baianópolis, Jaborandi, Cocos, São Desidério, Riachão das Neves e Correntina a decretar Estado de Emergência para minimizar os efeitos da seca.

Outra seca como essa registrada na região ocorreu pela última vez apenas em 1989 e agora tem causado sérios prejuízos aos produtores. O reconhecimento do Estado de Emergência vai permitir aos agricultores, que têm, a partir de 30 de abril, o vencimento de suas dívidas nas instituições financeiras, poderem renegociar o débito de uma forma mais tranquila.

CARTÓRIOS

Em função de uma nova norma do TJ-BA, que exige o documento que comprova a passagem da “terra” do Estado para o agricultor. A determinação do órgão tem causado a suspensão das matrículas, causando transtornos aos produtores.

DESEMBARGO

Apesar de já ter conversado com a ministra do Meio Ambiente, Isabela Teixeira, solicitando que a legislação baiana seja respeitada, até o momento o IBAMA não desembargou milhares de hectares alegando que as terras precisam de licença ambiental.

A legislação baiana diz que os agricultores não precisam de licença ambiental, mas o IBAMA mantém os embargos às terras.

João Leão vai marcar audiência com a presidente do IBAMA, Marilene de Oliveira, para entender porque o órgão segue em direção oposta à determinação do Ministério do Meio Ambiente.

BAHIA FARM SHOW

Na SEAGRI (Secretaria Estadual de Agricultura), o chefe da pasta, Vítor Bonfim, recebeu Eduardo Salles, Júlio Busato e representantes das secretarias estaduais de Desenvolvimento Rural (SDR), Desenvolvimento Econômico (SDE), Meio Ambiente (SEMA) e Ciência e Tecnologia (SECTI) para apresentar o projeto da 12ª edição do Bahia Farm Show, que esse acontece de 24 a 28 de maio, em Luís Eduardo Magalhães.

A edição do ano passado, segundo dados apresentados por Júlio Busato, movimento R$ 1,03 bilhão. “A feira oferece tecnologia para todos os produtores. O pequeno, o familiar, o médio e o grande”, disse o presidente da AIBA.

As secretarias estaduais vão analisar como podem patrocinar o evento.

 

Fonte: Ascom Eduardo Salles

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