Principais Culturas

A Soja é o carro chefe da produção agrícola do Oeste da Bahia, ocupando 58,8% da área total cultivada na região. Atualmente, a soja do Oeste corresponde a 4,8% da produção nacional e a 58% da produção do Nordeste. Na safra 2010/11, a produção cresceu de 3.213 mil toneladas para 3.628,8 mil toneladas (13,3%). Este resultado foi obtido graças ao aumento da produtividade, que saiu de 51 sacas/ha para 56 sacas/ha (9,8%).Além do clima favorável, também influenciou nos bons números de produtividade o sucesso do Programa Estratégico de Manejo da Ferrugem Asiática, fruto da parceria entre Aiba, Fundação Bahia, Adab, EBDA e empresas privadas do setor. Esse programa hoje é modelo para as demais regiões do país.

Símbolo do desenvolvimento e da força da região nos últimos anos, o algodão do Oeste da Bahia é o primeiro em qualidade do país e a região é hoje a segunda maior produtora nacional.Uma convergência de fatores contribui para o desenvolvimento da cotonicultura no cerrado da Bahia, dentre eles o clima e o relevo, atributos naturais da região. Juntam-se a isso, o elevado padrão tecnológico utilizado na produção e no beneficiamento, além da organização do setor produtivo, que tem no trabalho da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) um grande norteador. Cada dia mais, essas vantagens competitivas atraem compradores internacionais para o cerrado baiano.

A safra 2010/11 esta sendo considerada uma referência histórica na qualidade, produção e comercialização da commodity. A região Oeste, que concentra 96% da atividade no estado, colheu este ano 1.501,92 mil toneladas de algodão, contra 929,44 mil toneladas na safra anterior, um crescimento de 62% na produção. A área plantada, que em 2009/10 foi de 244,9 mil hectares, passou para 370,8 mil hectares, expandindo-se, assim, em 51%. No quesito produtividade, uma referência mundial, o Oeste atingiu 108,0 arrobas de pluma por hectare nas áreas de sequeiro e 114,0 arrobas de pluma por hectare nas áreas irrigadas. Hoje a Bahia já responde por 31% da pluma produzida no país.

O “ouro-branco” vem ganhando cada vez mais espaço na matriz produtiva do Oeste da Bahia e trazendo com ele desenvolvimento e empregos. Hoje se encontram instaladas na região aproximadamente 60 usinas de beneficiamento e seis das maiores tradings do mundo.

O modelo baiano de produção do algodão prima pela correta gestão social e ambiental. O caráter sustentável da nossa cotonicultura, além da qualidade e tamanho da fibra, foi determinante para a escolha do Oeste da Bahia como ponto de partida para a criação do selo de denominação de origem Pure Brazil Cotton. A iniciativa, que uniu indústria têxtil e produtores, contribuiu para que o algodão da Bahia ganhasse as prateleiras de uma das maiores redes de varejo norte-americanas, em concorrência histórica com o algodão egípcio.

Também têm importante papel no desenvolvimento da cotonicultura baiana as políticas governamentais. Uma delas é o Programa de Incentivo à Cultura do Algodão na Região Oeste da Bahia – Proalba, que concede ao produtor até 50% do ICMS devido sobre a comercialização do produto no mercado interno, desde que atenda aos critérios de qualidade pré-estabelecidos. Desses 50%, 10% são destinados ao Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão – Fundeagro, que investe a verba arrecadada em pesquisa, defesa sanitária e marketing.

Os recursos do Fundeagro sustentam o Programa Fitossanitário para o Monitoramento e Controle do Bicudo no Oeste da Bahia, coordenado pela Fundação Bahia e Adab. Há três safras, este programa realiza intenso trabalho de conscientização dos cotonicultores sobre a importância de adotar as medidas de controle do bicudo-do-algodoeiro.

Outro fator importante para o sucesso do Programa Bicudo foi a aprovação da Lei Estadual de Defesa Vegetal. A Lei nº 10.434 de 22 de dezembro de 2006, é uma importante arma na guerra em favor da defesa fitossanitária.

Além do aspecto econômico, a cultura do milho é extremamente importante para a região Oeste em termos agronômicos, como opção para rotação de culturas. Na safra 2010/11 a área ficou em 153 mil hectares.Em função das boas condições climáticas, tecnologia e da irrigação, utilizada atualmente em 25 mil hectares, a produtividade esta em 163 sacas/ha, uma evolução de 58% em 10 anos.

A região Oeste da Bahia é responsável por 66% de todo o milho produzido no estado e abastece tanto as granjas de aves e suínos, como a indústria alimentícia do Nordeste do país. A região comemora a recuperação dos índices de produtividade. A produção alcançou 1,5 milhão de toneladas.

A Fundação Bahia, em parceria com as empresas fornecedoras de semente de milho na região, desenvolve a cada safra estudos que avaliam o desempenho dos diferentes híbridos comerciais, além de aspectos relacionados à adubação e controle de doenças. Os resultados são divulgados em publicações e dias de campo, que permitem maior segurança ao produtor na tomada de suas decisões.

O café do cerrado baiano, hoje reconhecido pela sua qualidade, é produto da alta tecnologia aplicada em 14,7 mil hectares de área totalmente irrigada. Pratica-se em toda a região a cafeicultura sustentável, o que torna o café do Oeste ainda mais competitivo em mercados exigentes.

As condições naturais da região são importantes no conjunto dos fatores propícios à cafeicultura do cerrado. O relevo plano permite a mecanização em todas as etapas produtivas. O risco de geadas, que tanto assusta cafeicultores de outros estados, é inexistente, e a luminosidade é constante em todo o ano. Estações chuvosas bem definidas, sem ocorrência no período da colheita, são mais um ponto positivo a atrair investidores de todo o mundo.

Espera-se para esta safra uma redução de 4,7% na produtividade, que deve ficar em 43 sacas/ha. A bienalidade e a poda de muitos cafezais com mais de seis safras foram responsáveis pela redução no percentual. Assim, embora a área total se mantenha em torno dos 14 mil hectares, a área efetivamente em produção foi reduzida para 11 mil.

Segundo os dados da Conab, a Bahia tem hoje uma área de 15,8 mil hectares ocupados com a cultura do arroz, sendo o Oeste a principal região produtora, com 11 mil hectares (70%). A produtividade média local é de 43 sacas/ha. A região já chegou a produzir mais de 90% da do arroz baiano, mas, o baixo retorno da atividade fez com que muitos produtores migrassem para outras
culturas e utilizassem o arroz apenas para abertura de novas áreas.

O estado da Bahia é um dos principais produtores nacionais de feijão. No Oeste, a área plantada com o grão diminuiu ao longo dos anos, mas, ainda ocupa 15 mil hectares irrigados (safrinha).
A produtividade média ficou em torno de 45 sacas/ha na safra 2010/11.

A fruticultura do cerrado baiano ocupa atualmente uma área de 3,9 mil hectares irrigados sob pivô central. Desse total, 788 hectares são destinados à cultura do mamão, com predominância da variedade Formosa. Quase 20% do mamão colhido no estado vêm da região Oeste. Outros 975 hectares são plantados com citrus. A cultura da melancia também é considerável, com área de 1.800 hectares.