Principais Culturas

A Soja é o carro chefe da produção agrícola do Oeste da Bahia, ocupando mais de 65% da área total cultivada na região. Atualmente, a soja do Oeste corresponde a cerca de 5% da produção nacional e a 58% da produção do Nordeste. A safra 2017/18 registrou um recorde histórico ao contabilizar uma a produção de cerca 5,3 milhões de toneladas da oleaginosa, um incremento da ordem de 15% em relação à anterior. Este resultado foi obtido graças ao aumento da produtividade, batendo o recorde de 66 sacas por hectares. Além do clima favorável, com chuvas bem distribuídas, também influenciou nos bons números de produtividade o alto investimento feito pelos produtores rurais em tecnologia e manejo e fertilização de solo.

Símbolo do desenvolvimento e da força da região nos últimos anos, o algodão do oeste da Bahia é o primeiro em qualidade do País, e a região é, hoje, a segunda maior produtora nacional. Uma convergência de fatores contribui para o desenvolvimento da cotonicultura no cerrado baiano, dentre eles o clima e o relevo, atributos naturais da região. Juntam-se a isso, o elevado padrão tecnológico utilizado na produção e no beneficiamento, além da organização do setor produtivo, que tem no trabalho da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) um grande norteador. Cada dia mais, essas vantagens competitivas atraem compradores internacionais para a Bahia.

A safra 2017/18 ainda não foi finalizada, atualmente, com 75% das áreas colhidas, já está sendo considerada uma referência histórica na qualidade, produção e comercialização da commodity. A região oeste, que concentra 96% da atividade no Estado, estima colher 1,2 milhão em toneladas de algodão em caroço, com um rendimento de fibra acima de 42%, que somam mais de 500 milhões de toneladas e 0,5 milhão em toneladas de plumas.

Nas últimas safras, e especificamente nesta (2017/18), os números de sequeiros e irrigados são basicamente iguais. Para esta safra, sinalizam média de 320@ por hectare, tanto para sequeiro quanto para irrigado. Esta possibilidade se deve ao bom manejo e boas práticas adotadas pelos produtores, bem como ao volume de chuvas (1.097,0 mm) regulares e bem distribuídas na maioria dos núcleos, durante todo o ciclo do algodoeiro, que teve sua semeadura iniciando em 21 de novembro.

O “ouro-branco” vem ganhando cada vez mais espaço na matriz produtiva do oeste da Bahia e trazendo com ele desenvolvimento e empregos. Hoje, se encontram instaladas na região aproximadamente 74 usinas de beneficiamento, das quais 40 estão ativas, em pleno funcionamento.

O modelo baiano de produção do algodão prima pela correta gestão social e ambiental. O caráter sustentável da nossa cotonicultura, além da qualidade e tamanho da fibra, foi determinante para a escolha do oeste da Bahia como ponto de partida para a criação do selo de denominação de origem Pure Brazil Cotton. A iniciativa, que uniu indústria têxtil e produtores, contribuiu para que o algodão da Bahia ganhasse as prateleiras de uma das maiores redes de varejo norte-americanas, em concorrência histórica com o algodão egípcio.

Também têm importante papel no desenvolvimento da cotonicultura baiana as políticas governamentais. Uma delas é o Programa de Incentivo à Cultura do Algodão na Região Oeste da Bahia – Proalba, que concede ao produtor até 50% do ICMS devido sobre a comercialização do produto no mercado interno, desde que atenda aos critérios de qualidade pré-estabelecidos. Desses 50%, 10% são destinados ao Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão – Fundeagro, que investe a verba arrecadada em pesquisa, defesa sanitária e marketing.

Desde a safra 2004/05, a Abapa declarou guerra à praga com a criação do Programa para Monitoramento e Controle do Bicudo do Algodoeiro, que conta com apoio da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Fundação Bahia e Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro) e o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).

Além do aspecto econômico, a cultura do milho é extremamente importante para a região Oeste em termos agronômicos, como opção para rotação de culturas. Na safra 2017/18 a área ficou em 150 mil hectares sendo 140 mil hectares sequeiro e 10 mil irrigado. A cultura do milho, mesmo sendo contemplada com boas condições climáticas, tecnológicas e de irrigação, registrou retração de área plantada de 22% se comparada à safra anterior, mesmo assim, bateu recorde de produtividade registrando 180 sacas por hectare.

A região Oeste da Bahia é responsável por 66% de todo o milho produzido no estado e abastece tanto as granjas de aves e suínos, como a indústria alimentícia do Nordeste do país. A região comemora a recuperação dos índices de produtividade. A produção alcançou 1,5 milhão de toneladas.

A Fundação Bahia, em parceria com as empresas fornecedoras de semente de milho na região, desenvolve a cada safra estudos que avaliam o desempenho dos diferentes híbridos comerciais, além de aspectos relacionados à adubação e controle de doenças. Os resultados são divulgados em publicações e dias de campo, que permitem maior segurança ao produtor na tomada de suas decisões.

O café do cerrado baiano, hoje reconhecido pela sua qualidade, é produto da alta tecnologia aplicada em 14,7 mil hectares de área totalmente irrigada. Pratica-se em toda a região a cafeicultura sustentável, o que torna o café do Oeste ainda mais competitivo em mercados exigentes.

As condições naturais da região são importantes no conjunto dos fatores propícios à cafeicultura do cerrado. O relevo plano permite a mecanização em todas as etapas produtivas. O risco de geadas, que tanto assusta cafeicultores de outros estados, é inexistente, e a luminosidade é constante em todo o ano. Estações chuvosas bem definidas, sem ocorrência no período da colheita, são mais um ponto positivo a atrair investidores de todo o mundo.

Espera-se para esta safra  2017/ 18 a produtividade deve ficar em torno de 47 sacas/ha. A bienalidade e a poda de muitos cafezais com mais de seis safras foram responsáveis pela redução no percentual. Assim, embora a área total se mantenha em torno dos 14 mil hectares, a área efetivamente em produção foi reduzida para 11,306 mil.

Segundo os dados da Conab, a Bahia tem hoje uma área de 15,8 mil hectares ocupados com a cultura do arroz, a região oeste com 4 mil hectares. A produtividade média local da safra 2017/18 é de 20 sacas/ha chegando a um total de 4,800 mil toneladas de produção. A região já chegou a produzir mais de 90% da do arroz baiano, mas, o baixo retorno da atividade fez com que muitos produtores migrassem para outras culturas e utilizassem o arroz apenas para abertura de novas áreas.

O estado da Bahia é um dos principais produtores nacionais de feijão. No Oeste, a área plantada com o grão diminuiu ao longo dos anos, mas, ainda ocupa 50 mil hectares sendo 10 mil hectares do feijão Carioca (Pérola) e 40 mil hectares de feijão Gurutuba.
A produtividade média  do feijão Carioca ficou em torno de 45 sacas/ha e do feijão Gurutuba 35 sacas/ha na safra 2017/18.

A fruticultura do cerrado baiano ocupa atualmente uma área de 3,9 mil hectares irrigados sob pivô central. Desse total, 788 hectares são destinados à cultura do mamão, com predominância da variedade Formosa. Quase 20% do mamão colhido no estado vêm da região Oeste. Outros 975 hectares são plantados com citrus. A cultura da melancia também é considerável, com área de 1.800 hectares.