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Dia mundial do café: do aroma ao sabor, Aiba reforça representação institucional na cafeicultura regional

Do aroma ao sabor, em cada xícara de café servida, a trajetória da bebida milenar que se tornou mundialmente conhecida e uma das mais consumidas, teve origem na Etiópia. O café se espalhou pelo Oriente Médio e, no início do século XVII, foi levado à Europa, sendo difundido por todo o continente. Depois conquistou o Oriente Médio e de lá, se espalhou também para as Américas, e pelo mundo conquistando corações e paladares, chegando ao Brasil em 1727, onde encontrou solo fértil e clima ideal em São Paulo, tornando-se uma importante fonte de renda e empregos no país.

No Cerrado baiano, a trajetória rica e fascinante do café ganhou destaque com produção de alta qualidade, grãos valorizados por seu sabor e aroma únicos. Em celebração ao Dia Mundial do Café, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) destaca o seu papel fundamental no desenvolvimento da cafeicultura na região, apoiando os produtores e promovendo a sustentabilidade e a inovação.

Com expertise e dedicação, a Aiba assegura que o café do Cerrado baiano seja referência em toda a cadeia, da lavoura à comercialização. Milena Carvalho, diretora de Café da entidade, resgata a trajetória familiar na cultura. “Nos anos 1990, minha família iniciou o plantio de café e, em 1999, implantamos as primeiras áreas irrigadas. Em 2015 ampliamos e hoje cultivamos 200 hectares de café irrigado”, relembra a diretora.

A Aiba está empenhada em contribuir com a representatividade e a visibilidade da cultura do café do Cerrado da Bahia. “É muito importante representar uma classe e contribuir para discutir melhorias referentes às questões como qualidade da produção, da exportação, do processamento e do beneficiamento do café”, afirma Carvalho que explica que o processo de beneficiamento ocorre dentro da propriedade que dispõe uma estrutura específica, com mão de obra e equipamento destinados ao café. “E a nossa produção, assim como na maioria do Brasil, vai para exportação”, pontua a diretora.

Como apontam os dados da Organização Internacional do Café (OIC), o Brasil é o maior produtor de café do mundo com um terço da produção global, seguido do Vietnã e da Colômbia. São mais de trezentos mil cafeicultores no país, atividade econômica que além do setor produtivo, movimenta considerável número de pessoas também na comercialização. Estados Unidos, Alemanha e Itália são os principais mercados compradores de café brasileiro atualmente.

O café do Cerrado baiano

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS), a Bahia se destaca com a quarta posição entre os maiores produtores de café do Brasil, sendo líder no Nordeste, com uma estimativa de produção de 227,9 mil toneladas. No estado, o Cerrado baiano se destaca como um importante polo cafeeiro, com cultivo de café arábica e conilon em sistemas altamente tecnificados, voltados principalmente à produção de grãos de qualidade superior e cafés especiais. A história da cafeicultura na região é dividida em duas fases, sendo a primeira nos anos 1960 a 1970, em que se plantava no sistema de sequeiro e para subsistência, e a segunda a partir de 1994, quando se iniciou o plantio comercial e irrigado. Desde o início do século XX o café já era comercializado em Barreiras e como apontam dados publicados no Anuário do Café 2010, a cafeicultura, que tem se desenvolvido continuamente na região, desde a década de 1990, atualmente representa cerca de 20% da produção total do grão no Estado.

Do plantio à colheita, o beneficiamento dos grãos, a torrefação, o arrefecimento e a moagem, a Aiba ajuda a garantir que o café do Cerrado baiano seja referência em qualidade e sabor no cenário do agronegócio brasileiro.

Assessoria de Imprensa Aiba/IAiba – 14.4.2026