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Aiba reforça ações de Sustentabilidade com ‘Cerrado sem chamas’ e divulga Guia de Prevenção a Incêndios Florestais

Para sensibilizar o Cerrado baiano sobre o período seco da região nesta época do ano, em que se encontra mais suscetível a ocorrência de grandes incêndios, devido ao acúmulo de biomassa no solo, baixa umidade relativa do ar, ventos fortes e altas temperaturas, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) desenvolveu o programa Cerrado sem Chama e o Guia de Prevenção a Incêndios Florestais em propriedades privadas.

As iniciativas se configuram como importantes aliadas aos trabalhos de monitoramento e de prevenção de incêndios florestais na região, e somam às ações que a Aiba desenvolve ao longo de 36 anos de trajetória, contribuindo para fomentar as práticas de prevenção e combate.

Plataforma e conhecimento em tempo real

A construção da ferramenta Cerrado sem chamas é resultado de um trabalho coletivo entre os setores de Sustentabilidade e de TI da Aiba, criada para apresentar dados técnicos de focos de calor com fácil visualização e acompanhamento em tempo real. A ferramenta reúne informações públicas de satélites, principalmente dados referentes a queimadas, que são compilados em um mapa interativo do Cerrado da Bahia.

Por meio do acesso ao portal Cerrado sem chama, disponível no site da Aiba, por meio do link https://monitoramento.aiba.org.br/ é possível encontrar informações geográficas em tempo real, dos focos de incêndio que acontecem na região, além de atualizações regulares sobre focos ativos, panorama por período e áreas de maior risco.

“Nesta ferramenta, é possível encontrar dados de satélite, sobre a direção dos ventos, de Área de Preservação Permanente (APP), de reserva legal dos mais de 30 municípios do Cerrado baiano, além de também conhecer um panorama do fogo com histórico de incêndio dos últimos meses e orientações para os produtores rurais”, explica o analista ambiental da Aiba, Pedro Souza.

O sistema busca automaticamente os registros de focos de calor, filtra apenas os municípios monitorados pela Aiba e exibe os pontos no mapa, como explica o analista de infraestrutura do TI da Aiba, Iago Rocha. “Assim, é possível ver onde há ocorrência, qual município foi afetado, o horário da detecção, o satélite responsável pelo registro e outras informações importantes para acompanhamento”, diz Iago, acrescentando que também foram adicionadas camadas geográficas, como limites municipais, áreas de APP, Reserva Legal e Unidades de Conservação, que contribuem para entender a proximidade dos focos de áreas sensíveis.

Além disso, a plataforma possui visão de vento e fogo, que mostra a direção predominante do vento e ajuda a observar a possível tendência de espalhamento. De acordo com dados da ferramenta Cerrado sem chama, na primeira quinzena de agosto, a região registrou aumento expressivo nos focos de calor identificados nos 32 municípios monitorados pela Aiba, totalizando 9.731 focos. Cinco municípios concentram 70,8% de todo o volume: Formosa do Rio Preto (2.316), Jaborandi (1.537), Santa Rita de Cássia (1.114), Cotegipe (1.036) e Cocos (886). Formosa do Rio Preto segue como o município mais crítico, respondendo isoladamente por quase um em cada quatro focos da região.

Guia de Prevenção aos incêndios florestais em propriedades rurais

Outra importante ferramenta lançada pela Aiba para orientar os produtores rurais é o Guia de Prevenção aos Incêndios Florestais em Propriedades Rurais, disponível na versão impressa, e em formato digital, no site da instituição, por meio do link https://aiba.org.br/acervo-tecnico/.  

O Guia de Prevenção aos Incêndios Florestais traz orientações práticas para produtores, trabalhadores rurais e comunidades, com o objetivo de prevenir e detectar riscos de incêndio antes que eles tomem grandes proporções, contribuindo para proteger as lavouras, as APPs, os rios e as comunidades.

O material apresenta orientações práticas como: Principais causas dos incêndios florestais; Manutenção e dimensionamento de aceiros; Cuidados com máquinas agrícolas; Formação e treinamento de brigadas rurais; Equipamentos recomendados para prevenção e combate; Protocolos de resposta rápida em emergências; Legislação, responsabilidades e penalidades; Proteção da fauna, dos recursos hídricos e das áreas de maior risco.

O gerente de Sustentabilidade da Aiba, Eneas Porto, destaca a relevância das iniciativas mencionadas, e a colaboração da associação com os produtores rurais e sociedade, contribuem para a mitigação de riscos e pode ser considerada um modelo a ser expandido para outras regiões do país.

“Na Aiba, temos fortalecido o uso da informação e da tecnologia, além da comunicação e articulação entre produtores, instituições e órgãos públicos, uma integração também por meio da plataforma Cerrado sem chama e do Guia de prevenção aos incêndios florestais, que amplia nossa capacidade de antecipar riscos, mobilizar equipes e atuar de forma mais rápida e coordenada diante das ocorrências”, explica o gerente de Sustentabilidade Eneas Porto, destacando que este é um trabalho contínuo e fundamental para a proteção do território e do meio ambiente.

Diante dos riscos e dos impactos causados pelos incêndios, a prevenção se confirma como a principal estratégia para proteger vidas, preservar o meio ambiente e garantir a continuidade da produção rural. Mais do que uma medida de segurança, prevenir incêndios é uma responsabilidade coletiva que exige atenção e sensibilização da sociedade. Um incêndio pode destruir em horas o que levou anos para ser construído, por isso a prevenção é uma responsabilidade de todos.

Imprensa Aiba – 25.8.2026

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