Missão brasileira vai aos Estados Unidos em busca de novas tecnologias para enfrentar a escassez hídrica na Bahia

Publicado em: 07/04/2017 10:37:52

Uma comitiva formada por representantes do agronegócio e do governo da Bahia desembarcou, nesta quarta-feira (5), em Nebraska, nos Estados Unidos, para visitar o Water for Food Global Institute (Instituto Global Água para Alimentos), a fim de firmar uma parceria com estudiosos da Nebraska Innovation Campus – Lincoln – USA, que pretendem desenvolver uma pesquisa científica sobre o potencial hídrico do oeste baiano.

O objetivo da parceria é viabilizar o estudo e monitoramento do Aquífero Urucuia, a fim de quantificar a disponibilidade de água e a sua importância para o abastecimento de rios, inclusive em outras regiões do País. A ideia é garantir a segurança hídrica para manter a irrigação voltada para produção de alimentos.

O projeto será desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e da Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos – referência no tema – e será financiado pelo Programa para Desenvolvimento da Agropecuária (Prodeagro).

O presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e do Prodeagro, Celestino Zanella, aposta no estudo científico como uma ferramenta segura para comprovar o potencial hídrico do oeste da Bahia e assegurar as atividades de irrigação, sem causar medo à população ou desequilíbrio ao meio ambiente.

“Com isso, teremos um panorama real da situação hídrica na região, atestado por quem mais entende do assunto. O estado de Nebraska, nos Estados Unidos, tem uma capacidade menor que a nossa e irriga uma área bem maior, sem colocar em risco a segurança hídrica. O que queremos é quantificar essa água para que possamos fazer bom uso dela, porque água cara e desperdiçada é aquela que cai no mar e que não temos como usar”, defende.

Zanella é um dos palestrantes da conferência realizada, de 10 a 12 de abril, em Nebraska. O evento, que acontece anualmente, é palco para apresentação e debate de trabalhos científicos e experiências de várias partes do mundo sobre o uso e a disponibilidade da água para a segurança alimentar.

Os integrantes da missão brasileira buscam conhecer as novas tecnologias e soluções para a escassez hídrica, bem como promover o intercâmbio de informações necessárias para a condução do projeto de estudo sobre o potencial hídrico do oeste baiano.

O projeto é audacioso e é visto com bons olhos pelo secretário estadual do Meio Ambiente, Geraldo Reis, que também integra a missão. Para ele, a iniciativa evidencia a preocupação do grupo com o meio ambiente e seus recursos naturais.

“É muito valiosa para nós essa convergência no interesse por um estudo técnico-científico, com valor acadêmico, que possa embasar uma discussão consistente sobre o tema”, disse o secretário.

O secretário de Agricultura, Vitor Bonfim, ressalta que o estudo será um marco temporal na questão do uso da água na região, já que a discussão sobre o tema tem sido pauta frequente, devido à escassez do recurso em algumas regiões do Brasil”, disse.

Ascom Aiba